Definição de caso de COVID-19

Casos suspeitos

Definição 1:

SÍNDROME GRIPAL (SG): indivíduo com quadro respiratório agudo, caracterizado por sensação febril ou febre , mesmo que relatada, acompanhada de tosse OU dor de garganta OU coriza OU dificuldade respiratória.

EM CRIANÇAS: considera-se também obstrução nasal, na ausência de outro diagnóstico específico.

EM IDOSOS: a febre pode estar ausente. Deve-se considerar também critérios específicos de agravamento como sincope, confusão mental, sonolência excessiva, irritabilidade e inapetência. 

Definição 2:

SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE (SRAG): Síndrome Gripal que apresente: dispneia/desconforto respiratório OU Pressão persistente no tórax OU saturação de O2 menor que 95% em ar ambiente OU coloração azulada dos lábios ou rosto. EM CRIANÇAS: além dos itens anteriores, observar os batimentos de asa de nariz, cianose, tiragem intercostal, desidratação e inapetência. 

Casos confirmados

Por critério laboratorial –
caso suspeito de SG ou SRAG com teste de:

  1. Biologia molecular (RT-PCR em tempo real, detecção do vírus SARS-CoV2, influenza ou VRS):
  • Doença pelo Coronavírus 2019: com resultado detectável para SARS-CoV2.
  • Influenza: com resultado detectável para Influenza.
  • Vírus Sincicial Respiratório: com resultado detectável para VSR.

2. Imunológico2 (teste rápido ou sorologia clássica para detecção de anticorpos):

  • Doença pelo Coronavírus 2019: com resultado positivo para anticorpos IgM e/ou IgG. Em amostra coletada após o sétimo dia de início dos sintomas.  

Por critério clínico-epidemiológico – caso suspeito de SG ou SRAG com:

Histórico de contato próximo ou domiciliar, nos últimos 7 dias antes do aparecimento dos sintomas, com caso confirmado laboratorialmente para COVID-19 e para o qual não foi possível realizar a investigação laboratorial específica. 

Caso descartado de doença pelo coronavírus 2019 (COVID-2019)

Caso suspeito de SG ou SRAG com resultado laboratorial negativo para CORONAVÍRUS (SARSCOV-2 não detectável pelo método de RT-PCR em tempo real), considerando a oportunidade da coleta OU confirmação laboratorial para outro agente etiológico.

A estratificação de gravidade dos casos suspeitos de Síndrome Gripal deve se dar em consulta médica da seguinte forma:

A. CASOS LEVES: Aqueles que podem ser acompanhados completamente no âmbito da APS/ESF devido à menor gravidade do caso; e

B. CASOS GRAVES: Aqueles que se encontram em situação de maior gravidade e, portanto, necessitam de estabilização na APS/ESF e encaminhamento a Centro de Referência/Urgência/Hospitais para observação 24h ou intervenções que exijam maior densidade tecnológica.

Estratificação da gravidade de casos de Síndrome Gripal de acordo com Ministério da Saúde

CASOS LEVES CASOS APS/ESF: Síndrome gripal com sintomas leves (sem dispneia ou sinais e sintomas de gravidade) E Ausência de comorbidades descompensadas que contraindicam isolamento domiciliar/sinais de gravidade.

GRAVES CENTRO DE REFERÊNCIA/ ATENÇÃO ESPECIALIZADA: Síndrome gripal que apresente dispneia ou os sinais e sintomas de gravidade OU Comorbidades que contraindicam isolamento domiciliar.

Orientação médica:

  • Isolamento domiciliar e monitoramento a cada 48 horas presencial e pelo enfermeiro ou Agente Comunitário de Saúde ou por telefone;
  • Se familiares desenvolverem sintomas devem procurar atendimentos já com máscaras.

Fonte: Protocolo de Tratamento da Influenza. Ministério da Saúde 2017. Protocolo de Manejo Clínico de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Ministério da Saúde 2010.

Fonte: Guia de Vigilância Epidemiológica. Ministério da Saúde 2020. Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional pela Doença pelo Coronavírus 2019. Ministério da Saúde 2020.